Fraport prepara aterrissagem no capital da Ecorodovias - Relatório Reservado

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Fraport prepara aterrissagem no capital da Ecorodovias

  • 24/11/2011
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Os herdeiros de Cecílio do Rego Almeida, que vivem entre cismas e diásporas desde a morte do empresário, em 2008, voltaram a se reunir em torno da mesma mesa. A responsável pela colagem dos cacos familiares é a alemã Fraport. O grupo está envolvido em uma dupla negociação para a entrada no capital da Ecorodovias. De um lado, costura a aquisição dos 30% pertencentes a  italiana Impregilo; do outro, estaria tentando também beliscar uma parte das ações da própria família, algo em torno de 10% da companhia. Tomando – se como base o atual valor de mercado da empresa – noves fora um eventual prêmio de controle -, caso se confirme a operação poderá envolver algo próximo dos R$ 2,4 bilhões. A negociação tripartite junta a fome de vender com a vontade de comprar. No caso dos Rego Almeida, mais do que o desejo de se desfazer de um naco maior das ações da concessionária o que predomina é o interesse de ejetar da sociedade a Impregilo. As colisões entre os controladores da Ecorodovias e os italianos seriam cada vez mais constantes e estariam relacionados ao plano de investimentos. O tamanho do incômodo com os sócios pode ser medido pela própria reaproximação entre os Rego Almeida, mesmo que eventualmente o quadro de harmonia seja temporário e conveniente. Ao mesmo tempo, a família enxerga na associação com a Fraport um bilhete para a entrada em um novo segmento de negócio: concessões aeroportuárias. Dentro da Ecorodovias, fala-se até mesmo em uma mudança do nome da empresa, que hoje remete a  sua singularidade operacional. O grupo alemão é um dos principais gestores de aeroportos na Europa. Não por acaso, trata-se de mais um foco de desentendimento entre os herdeiros de Cecílio do Rego Almeida e seus atuais sócios. A Impregilo teria se mostrado contrária ao projeto de diversificação dos negócios da Ecorodovias. Do lado da Fraport, a sociedade com a Ecorodovias lhe permitirá participar das licitações de concessões aeroportuárias no Brasil de mãos dadas com um parceiro forte e capitalizado. No ano passado, a empresa captou mais de R$ 1 bilhão com seu IPO, recursos que foram integralmente para o caixa. Para os alemães, também significará seu desembarque em um novo negócio. Na Europa, o grupo não tem qualquer investimento em concessões rodoviárias.

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