Sinovel segue os ventos brasileiros - Relatório Reservado

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Sinovel segue os ventos brasileiros

  • 18/11/2011
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O mercado de energia eólica vai passar por uma transformação radical no Brasil a partir de 2012 e terá o mandarim como língua importante nas negociações. Uma avalanche de fabricantes chineses de aerogeradores, liderados pela Sinovel, está decidida a tomar conta do pedaço e deixar as indústrias já instaladas no país a ver o vento passar. Somente a Sinovel anunciou ao Ministério de Minas e Energia que vai investir R$ 100 milhões na construção de uma fábrica. Na verdade, a unidade será uma montadora que fará o acabamento final das peças importadas, um modelo muito usado em outros setores empresariais chineses. O comboio começa a assustar a francesa Alstom e a argentina Impsa. Ambas já esperavam pelo interesse chinês em participar da energia eólica no Brasil, cujo mercado é o segundo que mais cresce no mundo nesse segmento. Perde apenas justamente para a China. A novidade é o tamanho da voracidade dos concorrentes asiáticos. Atrás da Sinovel, deverão vir, pelo menos, mais 15 produtores, mas nem todos interessados em montar planta industrial no Brasil. A previsão é que cinco tenham fábricas, totalizando investimentos de R$ 550 milhões. Boa parte do capital será desembolsada com financiamento garantido por bancos de fomento do país asiático. O segmento deverá movimentar R$ 30 bilhões até 2015 e ampliar de mil megawatts para sete mil megawatts a capacidade do parque eólico. A Sinovel sozinha pretende abocanhar em torno de 10% do market share.

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