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Acervo RR
A pretensão da CCR de criar uma empresa para administrar a malha de cabos de fibra óptica instalada em suas rodovias virou um emaranhado de fios sem ponta. Mais de um ano após ter sido divulgado de viva-voz pelo presidente da empresa, Renato Vale, o projeto vem sendo sucessivamente postergado por conta de diversos fatores. O principal é a crise nos mercados internacionais. A montagem da nova companhia -que já tinha até nome de batismo, Samm -sempre esteve vinculada a imediata abertura do seu capital em Bolsa. Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, os dois principais acionistas da CCR, não abrem mão deste modelo, uma forma de a dupla se ressarcir rapidamente dos investimentos feitos na empresa. No entanto, com a entressafra mundial nas Bolsas, o IPO se tornou inviável. O projeto também tem esbarrado em desavenças entre as próprias empreiteiras. Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa não se entendem quanto a partilha dos aportes na nova companhia, estimados em cerca de R$ 200 milhões. Há ainda problemas de ordem tecnológica, notadamente no que diz respeito a integração operacional das redes de fibras ópticas em diferentes rodovias. Quando -e se -o projeto sair do papel, a subsidiária da CCR nascerá com uma malha superior a mil quilômetros de cabos. No entanto, a Samm – ou seja lá qual for seu nome -tem, já na partida, um enorme potencial de crescimento. No total, a malha rodoviária sob concessão da CCR passa de 2,5 mil quilômetros.
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