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Acervo RR
O presidente da MAN Latin American, Roberto Cortes, está no centro de uma encarniçada guerra familiar – uma família, ressalte-se, na qual os irmãos não se bicam e cada um deles tem interesses comerciais próprios independentes da própria matriz. Por irmãos entendam-se as subsidiárias internacionais da MAN, fabricante de ônibus e caminhões controlada pela Volkswagen. As filiais do México e da africa do Sul têm feito sucessivas reclamações a direção mundial do grupo em relação a s práticas da MAN Brasil. Mexicanos e sul-africanos se queixam de que vêm perdendo participação nas vendas para países da América Latina e da africa por conta de uma agressiva e predatória política de preços supostamente adotada pela subsidiária brasileira. Há informações de que a MAN Brasil estaria negociando ônibus e caminhões no exterior a valores de custo apenas para ganhar mercado e jogar outras filiais do grupo para o acostamento. A briga consanguinea só tende a aumentar e ganhar novas fronteiras, até por conta da autonomia que as operações regionais têm em relação a matriz. O próximo passo da MAN Brasil seria invadir o mercado asiático, hoje praticamente um latifúndio da subsidiária chinesa. O objetivo da empresa é vender, sobretudo, caminhões pesados, segmento que mais cresce no Oriente. O descontentamento das demais subsidiárias da MAN é personificado na figura de Roberto Cortes. Homem-forte da operação latino-americana desde os tempos em que a empresa era a divisão de ônibus e caminhões da Volkswagen, Cortes manteve sua posição depois que a unidade foi vendida para a MAN. E, em um golpe de sorte, ganhou ainda mais poder depois que a própria Volkswagen deu meia-volta, volver, e comprou a MAN mundial. Desde então, Cortes estaria se aproveitando de seu ótimo trânsito junto ao board da Volks para -vender- a subsidiária brasileira e jogar óleo no caminho de outras filiais. Sua força dentro do grupo deve crescer ainda mais em 2012. Na MAN, já se dá como favas contadas a nomeação de Cortes para o board executivo, instância máxima na cadeia de poder do grupo. Hoje, o executivo está um andar abaixo nesta hierarquia. É o único integrante do chamado board de gestão da MAN mundial.
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