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Acervo RR
A joint venture entre a Danone e a argentina Arcor focada na produção e venda de biscoitos no Mercosul está se esfarelando. O motivo são as divergências em torno da estratégia para o mercado brasileiro. A Arcor defende um plano arrojado de crescimento no país, com a aquisição de fabricantes locais. Está falando sozinha na mesa do café da manhã. A Danone quer que tudo fique como está. É favorável a investimentos em doses homeopáticas. No entendimento da Arcor, o grupo francês relegou a operação a segundo plano, em detrimento de negócios mais importantes em seu portfólio, notadamente a área de laticínios. A Arcor não esconde a insatisfação com a inapetência dos sócios. Já teria, inclusive, tentado comprar a parte da Danone na joint venture, mas os franceses não quiseram levar o assunto adiante. Na tentativa de pressionar os parceiros, a Arcor partiu para a tática do -vai ou racha-. Por conta própria, sem a anuência da Danone, vem sondando empresas brasileiras. Já teria batido a porta da baiana Tupy, uma das maiores fabricantes de biscoitos do Nordeste, com fábricas nas cidades de Salvador e Simões Filho. Com a eventual compra, a dobradinha Arcor e Danone – se é que o termo ainda pode ser usado – passaria a ser líder de mercado na região.
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