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Acervo RR
Não chega a ser exatamente uma cizânia no maior clã empresarial do Brasil. Mas existe um clima de desarmonia no lar dos Ermírio de Moraes. O epicentro do mal-estar é a Votorantim Metais, mais precisamente seu plano estratégico para 2012. Um grupo de acionistas, capitaneado pelo vicepresidente do Conselho de Administração da Votorantim Participações, José Roberto Ermírio de Moraes, defende um vigoroso aumento do volume de recursos destinados a s áreas de mineração e metalurgia. O aporte chegaria a R$ 1,5 bilhão, cerca de 50% a mais do que o valor desembolsado neste ano. A proposta, no entanto, tornou-se um risco divisório entre os Ermírio de Moraes. Do outro lado desta linha, encontra-se um ramo da família que se move para onde aponta o dedo de Carlos Ermírio de Moraes, filho de Antonio Ermírio e presidente do Conselho de Administração da Votorantim Participações. Segundo uma fonte ligada a Carlos Ermírio de Moraes, o empresário rechaça a proposta de José Roberto. Considera a possibilidade de aumento dos investimentos da Votorantim Metais em 2012 um despropósito diante das atuais condições do mercado mundial e do receio de que a crise afete a demanda por commodities minerais no curto prazo. No que depender da sua vontade, os aportes da divisão de mineração e metalurgia, responsável por um quarto do faturamento do grupo, passarão por um pente-fino em 2012. Um projeto que dificilmente sairá do papel é o início da produção de ferroníquel em Niquelândia (GO). Sozinho, está orçado em quase R$ 1 bilhão, ou seja, a totalidade dos investimentos que serão desembolsados por toda a Votorantim Metais neste ano.
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