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Acervo RR
O Brasil se tornou praticamente o arrimo de família da Bridgestone. A subsidiária vem avançando progressivamente como uma das operações mais rentáveis do grupo japonês em todo o mundo, em contraponto a mercados tradicionais que só fazem descer a ladeira. Com base na meritocracia, o desempenho da empresa no país vai se transformar em investimentos. A Bridgestone vai aumentar seus aportes no Brasil. Os recursos desembolsados nos próximos dois anos deverão somar cerca de R$ 120 milhões, 50% a mais do valor inicialmente previsto. A maior parte será destinada a ampliação da fábrica de Camaçari. Há uma farta dose de darwinismo no reposicionamento dos investimentos internacionais da Bridgestone. Os japoneses estão cortando recursos de subsidiárias com performance cadente, caso, por exemplo, da Europa. Há pelos menos dois anos, o Brasil tem sido fundamental para compensar as perdas de receita da empresa em outras regiões. Desde 2009, a subsidiária vem crescendo a uma média anual de 25%. No ano passado, o faturamento chegou a US$ 1 bilhão. Para este ano, existe uma expectativa de que o aumento das vendas supere a marca de 30%. Caso este número se confirme, o Brasil deverá fechar o ano responsável por 20% da receita mundial da Bridgestone.
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