Laureate capricha na aritmética para comprar o Grupo Objetivo - Relatório Reservado

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Laureate capricha na aritmética para comprar o Grupo Objetivo

  • 29/06/2011
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Após rechaçar ofertas dos fundos Apollo e Carlyle – ver RR – Negócios & Finanças edição nº 3.460 – , o empresário João Carlos Di Gênio tem sido assediado por um novo candidato a  compra do Grupo Objetivo, um dos ativos mais cobiçados da área de educação do país. O pretendente da vez é a Laureate, um dos maiores conglomerados de ensino dos Estados Unidos ? a empresa é controlada pelo private equity KKR. As conversas têm sido conduzidas pelo próprio CEO da companhia no Brasil, o costarriquenho Luis Lopes. A Laureate estaria disposta a pagar US$ 1,8 bilhão, acima da cifra de US$ 1,5 bilhão apresentada pelo Apollo em setembro de 2008. Procurado pelo RR – Negócios & Finanças, o Grupo Objetivo negou qualquer negociação com a Laureate. A empresa norte-americana, por sua vez, não quis se pronunciar sobre o assunto. Para a Laureate, o que está em jogo é a liderança do setor de educação no mercado brasileiro. Com a eventual compra do Objetivo, que controla o Colégio Objetivo e a universidade Unip, a empresa assumirá o posto de maior grupo de ensino do país. A companhia, que já comprou 12 faculdades no Brasil, entre elas a Anhembi Morumbi, chegará a  marca de 320 mil alunos e receita anual de R$ 1,8 bilhão. De uma só vez, ultrapassará a Anhanguera e a Estácio, que faturam cerca de R$ 1,5 bilhão e têm, respectivamente, 300 mil e 220 mil estudantes matriculados. O Brasil é hoje, disparado, o principal foco da Laureate no mercado internacional ? responde por um quinto de todos os alunos do grupo no mundo. No início deste ano, o board da empresa aprovou um novo plano de investimentos para o país, que prevê o desembolso de R$ 1 bilhão até 2015. A cifra, ressalte- se, não inclui aquisições. Trata-se apenas dos dobrões reservados pelo KKR para o crescimento orgânico da Laureate. O projeto prevê a abertura de universidades com a bandeira Anhembi em algumas das maiores capitais do país, a começar por Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Fortaleza. Os norte-americanos pretendem também entrar no segmento de ensino a distância, coqueluche do setor de educação no país. A compra do Grupo Objetivo preencheria esta lacuna. A Unip atua neste mercado, nos segmentos de graduação e pós-graduação.

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