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Acervo RR
Os mestres da GP Investimentos ? a frente Antonio Bonchristiano e Eduardo Alcalay, respectivamente, nº1 do Conselho de Administração e diretor presidente da Estácio ? estão com um apagador em cada mão. A dupla vai comandar um intenso processo de enxugamento na rede de universidades. Alguns ativos deverão ser vendidos e cursos deficitários, descontinuados. Será a segunda limpa em pouco menos de dois anos. Entre 2009 e 2010, a Estácio cortou diversas carreiras no segmento de graduação. Como não poderia deixar de ser, a lipoaspiração vai sobrar para os funcionários da casa. Na ponta do lápis, a GP calcula que a redução do quadro pessoal deverá passar dos 20%. É da natureza dos GP Boys seguir a cartilha da busca da rentabilidade a custa de decapitações. No entanto, a nova reestruturação também é um exercício de mea culpa da gestora de private equity. A GP entende que a ampliação territorial da Estácio nos últimos dois anos acabou se dando de forma desordenada, inclusive com a compra de ativos pouco rentáveis cuja única valia foi ampliar o mapa de atuação da empresa. Hoje, são mais de 80 unidades de ensino em 16 estados. A partir de agora, os mandatários da universidade pretendem concentrar os investimentos na Região Sudeste, notadamente em cidades de médio e grande porte do Rio de Janeiro, Minas Gerais e, sobretudo, São Paulo. Duas grandes faculdades serão abertas em terras paulistas neste ano. A companhia tem em caixa cerca de R$ 200 milhões para novos investimentos. Principal acionista individual da Estácio, com pouco mais de 10% do capital, e responsável pela gestão do negócio, a GP não chega a estar insatisfeita com a performance da empresa. É bem verdade que, nos últimos dois anos, o faturamento ficou praticamente estagnado: cresceu apenas 4%. Em contrapartida, no mesmo período o lucro praticamente dobrou, chegando a R$ 80 milhões no ano passado. Os cortes feitos entre 2009 e 2010 foram justamente os principais responsáveis pelo aumento da rentabilidade. Por que, então, não repetir a dose? Em tempo: paralelamente a s mudanças operacionais, a GP faz planos de ampliar a atuação da Estácio nas áreas de pesquisa e desenvolvimento. Um dos projetos em pauta é a montagem de um centro de tecnologia voltado a setores com forte potencial no país, como energia, indústria naval e área logística. A empresa pretende fechar parcerias com renomados centros de ensino internacionais. Já haveria conversas com a Columbia University e a Universidade de Nova York.
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