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Acervo RR
A Itochu cansou de ser esmagada e tratada como bagaço de cana nas usinas Santa Juliana, no Triângulo Mineiro, e Pedro Afonso, em Tocantins – ambas controladas pela Bunge. Donos de 20% das duas empresas, a trading japonesa perdeu de vez a paciência com a multinacional, que a alijou das decisões estratégicas. Trata – se de um problema antigo – ver RR – Negócios & Finanças edição nº 3.865 – que atingiu proporções insustentáveis nos últimos meses. A Itochu, por exemplo, teria sido impedida de avaliar as contas das duas usinas referentes a 2010. Diante de tal cenário, os japoneses estão divididos. Parte da diretoria da Itochu defende uma oferta pela compra de mais 30% das duas usinas, o que permitiria a empresa dividir o controle em igualdade de condições com a Bunge. A moeda de troca dos japoneses seria um aumento dos aportes na operação. Um número pode balançar o coração de chumbo da Bunge: a trading já sinalizou a disposição de investir mais de US$ 1 bilhão no Brasil até 2013. No entanto, uma corrente da Itochu defende uma solução mais drástica: a venda de 20% e um voo solo no mercado brasileiro de etanol. A trading japonesa concentraria todos os seus futuros investimentos em uma nova empresa.
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