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Acervo RR
A associação no Parque Shopping Belém foi apenas o primeiro tijolinho. Acionistas do empreendimento, a Aliansce e a Cyrela Commercial Properties (CCP) engendram uma construção bem maior. As duas empresas têm conversado sobre outras formas de parceria. As discussões vão desde a criação de uma joint venture para a instalação de novos shoppings até mesmo a fusão entre ambas. As gestões têm sido conduzidas por Renato Rique, fundador e um dos principais acionistas da Aliansce, e Elie Horn, controlador da CCP. Uma das ideias sobre a mesa é atrair outros investidores para a operação. Os dois principais candidatos são o GIC, fundo soberano de Cingapura, e o Canadian Pension Plan, parceiro da Cyrela em alguns dos shoppings que a empresa está construindo. Procuradas pelo RR – Negócios & Finanças, CCP e Aliansce negaram qualquer negociação para sua fusão. A associação entre Aliansce e CCP daria origem a uma das quatro maiores administradoras de shopping centers do Brasil, com area Bruta Locável (ABL) de praticamente 600 mil m2. Juntas, as duas empresas somam uma receita anual de quase R$ 500 milhões. A nova companhia teria participação societária em 19 shoppings, além de outros dois em fase de construção, no Rio de Janeiro e em Maceió. Herdaria ainda a gestão de outros oito empreendimentos, hoje administrados pela Aliansce, e o controle de diversos centros empresariais e instalações industriais pertencentes a CCP. Com a fusão, Aliansce e CCP poderão ganhar massa crítica para competir com as principais empresas do setor ? BR Malls, Iguatemi e Multiplan. Ao mesmo tempo, aumentarão consideravelmente seu poder de alavancagem em um setor que exige investimentos cada vez maiores. A CCP está desembolsando cerca de R$ 650 milhões em seis novos projetos. A Aliansce, por sua vez, vem de um período de intensos aportes. Nos últimos três anos, gastou mais de R$ 1 bilhão na construção de sete shopping centers. Do lado da Aliansce, a fusão com a CCP ainda poderia resolver um incômodo problema caseiro: a conturbada sociedade com a General Growth Properties (GGP). A operação poderia servir como porta de saída dos norte-americanos do capital da empresa. Não é de hoje que Renato Rique procura um sócio capaz de assumir a participação da GGP, dona de 31,4% da Aliansce. A relação entre o empresário e os sócios norte-americanos azedou nos últimos três anos. Com a crise financeira global, a GGP passou por sérias dificuldades nos Estados Unidos e, em 2009, entrou em concordata. Desde então, suspendeu qualquer novo aporte na empresa brasileira.
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