Nikon ajusta o foco dos seus negócios no Brasil - Relatório Reservado

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Nikon ajusta o foco dos seus negócios no Brasil

  • 30/05/2011
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No tempo, a atual estrutura da Nikon no Brasil será somente uma foto amarelada na parede. O grupo japonês decidiu virar de ponta-cabeça sua operação no país, caracterizada por décadas de importação de equipamentos e vendas terceirizadas. As mudanças estão a cargo do presidente da subsidiária brasileira, Koji Maeda. O primeiro passo será o início da produção própria. A Nikon vai montar uma fábrica de equipamentos fotográficos em Manaus. Terá a parceria da TTnaka e da Udenio, antigos distribuidores no Brasil. O acordo tem por objetivo evitar um eventual contencioso. A empresa japonesa assumiu diretamente suas vendas no Brasil. Com isso, TTnaka e Udenio subitamente perderam o posto de únicos revendedores da Nikon no mercado brasileiro, o que, na prática, davalhes o status de ?donas? da marca no país. A ruptura do acordo não teria sido das mais tranquilas. Nos últimos anos, especialmente, a TTnaka e a Udenio investiram alto na ampliação da importação e na montagem de uma rede de distribuição dos equipamentos fotográficos. O novo acordo deixará as duas empresas vinculadas a  produção e a  revenda da Nikon no país, ainda que, a partir de agora, subordinadas aos japoneses. O desafio da Nikon, conglomerado com faturamento global da ordem de US$ 10 bilhões, é recuperar o terreno perdido no Brasil. Nos últimos anos, a empresa assistiu ao crescimento de importantes concorrentes. Foi o caso, sobretudo, da Fuji, que instalou uma fábrica em Manaus há dois anos e, desde então, conseguiu aumentar suas vendas em 30%. Em alguns segmentos, a Nikon ficou muito trás. É o caso do mercado de máquinas compactas, no qual tem participação de apenas 1%. A Nikon vai investir cerca de R$ 120 milhões na construção de sua primeira fábrica no Brasil. A unidade industrial servirá de plataforma de produção para toda a América Latina. No entanto, o foco principal será mesmo o Brasil, a menina dos olhos nas lentes hoje um pouco embaçadas dos japoneses. Mesmo com as dificuldades para enfrentar os avanços da concorrência, o país é o mercado que mais cresce no mapa múndi da Nikon, superando o próprio Japão, Estados Unidos e China. Com a fábrica própria, a estimativa da empresa é que as vendas no país subam 50% em até três anos. Os japoneses trabalham com a projeção de que os modelos produzidos no Brasil representarão, já no primeiro ano, cerca de 40% das vendas no mercado interno.

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