Lafarge põe mais cimento em sua operação brasileira - Relatório Reservado

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Lafarge põe mais cimento em sua operação brasileira

  • 6/04/2011
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É tudo ao mesmo tempo agora na Lafarge. De um lado, a cimenteira estuda um ambicioso plano de capitalização de sua subsidiária brasileira; do outro, está prestes a anunciar seu maior plano de investimentos no país. Há duas hipóteses sobre a mesa para a captação de recursos. Uma delas é a abertura de capital da Lafarge Brasil na BM&F Bovespa, com a venda de até 25% das ordinárias. Outra possibilidade no cardápio dos franceses é a venda direta de um naco de ações para um grupo de investidores institucionais. A companhia teria sido sondada pela GP e por fundos de private equity ligados aos bancos conterrâneos BNP Paribas e Société Générale. As conversas também passam pela venda de uma fatia próxima dos 25%. Antes mesmo de escolher o formato da captação, a Lafarge já está gastando por conta. A cimenteira está colocando as últimas vírgulas em seu plano de investimentos no Brasil para o período 2011-2015. A cifra deve chegar a dois bilhões de euros. A dinheirama confirma o apetite do grupo. Não custa lembrar que, no ano passado, os franceses aportaram quase 750 milhões de euros em sua operação brasileira. No novo pacote, haverá recursos para a construção de novas fábricas e centros de distribuição e lançamento de produtos. No entanto, a grande cartada da Lafarge não virá pelo greenfield. Mesmo com o crescimento orgânico, os franceses consideram prioritário fazer uma aquisição de peso no país, como forma de consolidar sua posição no ranking. Neste caso, todos os caminhos levam na direção do Grupo João Santos, principal objeto de cobiça dos franceses a aquisição, a Lafarge saltaria de 7% para 18% de market share no mercado brasileiro, firmando-se como o segundo maior grupo cimenteiro do Brasil, o que, simbolicamente, significa ser o primeiro. O líder do ranking é a hors concours Votorantim que, em alguns segmentos e determinadas regiões do país, detém mais de 50% das vendas de cimento. A captação de recursos e a consequente aquisição de uma empresa do porte da João Santos são vistas pela Lafarge como movimentos estratégicos para se distanciar da Camargo Corrêa e da CSN. E dizer que há pouco mais de um ano, a empresa apenas fazia figuração no mercado brasileiro. O turning point foi o recebimento de três fábricas da Votorantim em troca da venda de sua participação de 17,2% na Cimpor para os Ermírio de Moraes.

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