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Acervo RR
A chinesa JAC Motors entrou no Brasil cantando pneu. A montadora ? que tem como sócio no país o empresário Sergio Habib, ex-presidente da Citroa«n no Brasil ? vem deixando um rastro de borracha queimada no asfalto da concorrência. O motivo é a agressiva estratégia adotada pelos chineses para montar rapidamente uma ampla rede de revendedores no país. A empresa estaria assediando distribuidores de outras montadoras. Uma das principais vítimas é uma companhia de origem sul-coreana. Além de generosas luvas, os chineses estariam se oferecendo para arcar com os custos necessários para a reforma das lojas e a troca de bandeira. Procurada pelo RR – Negócios & Finanças, a JAC Motors negou o assédio a revendedores de outras marcas. Informou ainda que até o fim do ano abrirá 30 concessionárias, a maioria pertencente ao próprio grupo. Há cerca de duas semanas, a JAC abriu, de uma só vez, 46 concessionárias em apenas um dia. Cooptar revendedores de outras marcas significaria herdar estruturas de distribuição já montadas e com a maior parte dos investimentos amortizada, ainda que os chineses tenham de arcar com o risco de incorporar vendedores com outra cultura, o que, na conta final, pode significa custos de treinamento até maiores. É o preço da velocidade com que a montadora pretende implantar uma estrutura comercial no país. A JAC Motors e Sergio Habib prometem não economizar em sua empreitada. Estão desembolsando cerca de R$ 400 milhões no projeto no Brasil ? mais de um terço deste valor destina-se ao plano de marketing
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