ALL sofre para saltar dos vagões da Santa Fé - Relatório Reservado

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ALL sofre para saltar dos vagões da Santa Fé

  • 24/03/2011
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A saga da América Latina Logística (ALL) como fabricante de equipamentos ferroviários está chegando ao fim de forma melancólica. A empresa procura uma solução para se desfazer da controlada Santa Fé Vagões, um comboio de prejuízos. A ALL saiu no mercado em busca de um comprador para a companhia, mas, até agora, segue de mãos abanando. Houve apenas duas sondagens para a aquisição da Santa Fé, uma delas feita por um grupo norte-americano do setor. No entanto, os dois candidatos condicionaram a incorporação da empresa a  assinatura de um contrato de longo prazo para o fornecimento de vagões a  própria ALL. A concessionária ferroviária, no entanto, descarta esta amarra. O custo de produção da Santa Fé é elevado, com impacto no preço final dos carros. Além disso, a empresa tem defasagem tecnológica e não é capaz de atender a  sofisticação dos equipamentos utilizados pela ALL. Uma alternativa seria o arrendamento das duas fábricas da empresa. Esta, no entanto, é uma hipótese vista com ceticismo dentro da concessionária. Esta saída exigiria um mínimo de investimentos prévios para a modernização das duas unidades, algo que a ALL não está disposta a fazer. Diante do atual cenário, na diretoria da empresa, já há quem defenda uma medida curta e grossa: o fechamento definitivo das duas unidades industriais da Santa Fé, localizadas em Santa Maria (RS) e Campinas (SP). A primeira ainda atende a algumas encomendas, já a segunda se tornou um centro de serviços. A Santa Fé é um estorvo antigo na ALL A fabricante de vagões não alcançou o seu breakeaven e opera no vermelho há quase cinco anos. Nos últimos três anos, o prejuízo médio foi de R$ 5 milhões. A controlada tem uma carteira de pedidos pequena e patrimônio líquido de apenas R$ 12 milhões. Ainda assim, a ALL veio empurrando o problema com a barriga. A dificuldade, no entanto, ficou ainda maior desde 2009, quando a Millinium Investimentos, subsidiária da indiana Besco, vendeu sua participação de 50% na Santa Fé. Desde então, a ALL não tem mais com quem dividir a pesada fatura. As perdas da subsidiária vão integralmente para o seu balanço.

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