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Acervo RR
Paulo Bernardo foi escalado pelo Planalto para conseguir uma alforria geral e irrestrita para os Correios. O ministro das Comunicações negocia com o Congresso Nacional a alteração dos estatutos da empresa, com o objetivo de permitir sua atuação no mercado internacional. Guardadas as devidas proporções, trata-se de algo parecido com o que foi feito recentemente no caso da Eletrobras. Onde quer que desembarque, a estatal vai concorrer com empresas locais há muito estabelecidas. Para superar esta dificuldade, a empresa vai transformar concorrentes em parceiros. A ideia é fechar acordos com grandes multinacionais. Já houve conversas preliminares com a alemã DHL, para a coleta e distribuição conjunta de encomendas originadas tanto no Brasil quanto na Europa. O projeto prevê a abertura de agências dos Correios no exterior, notadamente na América Latina, Estados Unidos e Europa. O governo pretende usar de toda a sua força no Congresso Nacional para aprovar a medida em até seis meses. Desta forma, as primeiras lojas dos Correios no exterior seriam abertas no primeiro trimestre de 2012. O foco serão cidades com grande presença de brasileiros e, consequentemente, um fluxo maior de movimentações postais. Para a abertura das primeiras dez agências, que funcionariam como um test driver, os Correios calculam um investimento da ordem de US$ 60 milhões, incluindo a montagem de uma estrutura logística.
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