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Acervo RR
?Infraero informa?: sai a Gol e entra a Avianca na disputa pela compra da TAP. Houve uma marcha a ré no interesse dos Constantino em disputar o leilão da companhia portuguesa ? ver RR ? Negócios & Finanças nº 4.054. Nas últimas duas reuniões de diretoria da Gol convocadas para tratar do assunto, os óbices a operação se sobrepuseram aos benefícios. As diferenças de modelo entre as duas companhias e a ausência de afinidade cultural são os principais motivos para o recuo dos Constantino. Outro ponto importante: é crescente na família a disposição de recolocar a Gol na rota do low cost, modelo operacional que se perdeu ao longo dos anos. Na visão dos Constantino, esta guinada da companhia rumo a s suas origens e a compra da TAP são peças que não se encaixam no mesmo quebra-cabeça. Se os donos da Gol estão dispostos a abortar a decolagem, por outro lado, German Efromovich aquece as turbinas para entrar na briga pela TAP. A Avianca destacou uma equipe de executivos que já manteve conversações preliminares com Fernando Pinto, presidente da companhia portuguesa, e com autoridades do governo lusitano, garimpando informações sobre a nublada intenção de venda de parte da estatal.. O problema é que os executivos da Avianca voam no escuro, sem radar. Até agora, há mais dúvidas do que certezas em torno da licitação da TAP. Pontos de interrogação cercam questões cruciais. Não se sabe o modelo do leilão e tampouco a participação que será vendida ? o governo português se limita a dizer que negociará até 49%. Outro ponto ainda em aberto é se a VEM, empresa de manutenção comprada da antiga Varig, vai fazer parte da operação. Há ainda uma questão crucial. Não está claro se haverá uma golden share. Existe, porém, uma condicionalidade primeira: a Avianca terá de ser sócia do governo português. A vingança é que a recíproca é absolutamente verdadeira. O governo português ficará amarrado a German Efromovich, empresário de passado turbulento e controverso. Não obstante as interrogações que envolvem o negócio, German Efromovich considera a compra da TAP um lance determinante para consolidar a Avianca como uma das principais companhias aéreas da América Latina e a terceira maior do Brasil. Somando-se as frotas da Avianca e da Taca, comprada por Efromovich, a empresa tem 97 aeronaves. Com a compra da TAP, herdaria mais 71 aviões. Isso para não falar dos investimentos da companhia brasileira, que promete desembolsar mais de US$ 1,5 bilhão nos próximos três anos ? a maior parte dos recursos será destinada a compra de aeronaves. Do ponto de vista do tamanho da sua operação, a Avianca também daria um salto expressivo com a compra da TAP. Dona de uma razoável fatia do mercado nas Américas do Sul e Central, passaria a ter um pé na Europa, voando para 29 novos países. O faturamento da Avianca/Taca saltaria de R$ 4,8 bilhões para o equivalente a mais de R$ 9 bilhões.
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