Sócios da CCR pegam aviões para lados opostos - Relatório Reservado

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Sócios da CCR pegam aviões para lados opostos

  • 10/03/2011
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O projeto da CCR de entrar em concessões aeroportuárias rachou antes mesmo de sair do solo. O investimento está provocando um embate entre os dois principais integrantes do bloco de controle da companhia. De um lado, a Camargo Corrêa, favorável a  investida; do outro, a Andrade Gutierrez, contrária ao desembarque da CCR neste novo segmento. Para todos os efeitos, a empreiteira de Sergio Andrade defende que a companhia fique restrita a  administração de rodovias para evitar dispersão dos negócios. No entanto, o motivo de sua reação é outro. O projeto da Andrade Gutierrez para a privatização de aeroportos vai além das fronteiras da CCR. A companhia não quer ficar amarrada a  concessionária e, muito menos, aos interesses da Camargo Corrêa. O plano de voo de Sergio Andrade é muito diferente e passa a milhas de distância da CCR. A Andrade Gutierrez pretende se associar a fundos de pensão e a grupos internacionais, criando Sociedades de Propósito Específico para cada concessão. Este modelo vale tanto para licitações no Brasil quanto no exterior. Já houve conversas preliminares com a Previ e com a canadense Airport Development Corporation (ADC), sua sócia na Quiport, responsável pela gestão do aeroporto de Quito. A empreiteira de Sergio Andrade não abre mão de ser sócia majoritária dos consórcios, algo que não ocorrerá no caso da CCR, da qual tem apenas 15,9% das ações ordinárias ? participação inferior a  da Camargo Corrêa (16,35%). Além da própria América do Sul, a Andrade Gutierrez já está prospectando negócios na América Central e em países da africa. A posição da Andrade Gutierrez promete esquentar o clima da próxima reunião do Conselho de Administração, que deve ocorrer em abril. A princípio, estava prevista a discussão em torno do modelo proposto pela Camargo Corrêa para a entrada da CCR em concessões aeroportuárias. O roteiro prevê a criação de uma subsidiária integralmente controlada pela holding, que se associaria, caso a caso, a outros investidores. A proposta conta com o apoio da construtora Soares Penido, terceira principal acionista da empresa, com quase 13% das ordinárias. No entanto, no que depender da vontade da Andrade Gutierrez, a Camargo Corrêa e a Soares Penido vão falar com as parede

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