Fust vira moeda de troca na banda larga - Relatório Reservado

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Fust vira moeda de troca na banda larga

  • 21/02/2011
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To Fust or not To Fust?” Este é o hamletiniano dilema de Paulo Bernardo. De um lado, o ministro das Comunicações pode se transformar no queridinho das operadoras de TV por assinatura; por outro, pode criar uma dessas inimizades figadais capazes de durar todo um governo. No centro da questão, está a proposta feita pelas empresas de TV paga. Elas defendem que o governo utilize recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação (Fust) para financiar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). ” Trata-se de uma daquelas teses que parecem transbordar em boas intenções. O governo teria a  disposição cerca de R$ 7 bilhões para financiar a universalização da banda larga. No entanto, não existe almoço grátis ? melhor ainda se o banquete puder ser pago com a carteira alheia. Paulo Bernardo entendeu muito bem aonde as operadoras de TV por assinatura querem chegar. Na interpretação do governo, as empresas teriam encontrado uma forma sinuosa de tirar uma casquinha do PNBL. Elas participariam do projeto de democratização do uso da internet no país oferecendo sua malha de cabos ou satélites. Em troca, teriam acesso a recursos do Fust. Ou seja: sob o pretexto de aumentar a oferta de banda larga, as operadoras aproveitariam o financiamento do Fust para ampliar sua própria rede de atendimento. Há assessores muito próximos ao ministro Paulo Bernardo que consideram a entrega do Fust a s operadoras a mesma coisa que devolver o favo de mel a s próprias abelhas. Em última instância, uma parcela dos recursos seria delas mesmo.

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