Al Khallej Sugar refina associação com a Copersucar - Relatório Reservado

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Al Khallej Sugar refina associação com a Copersucar

  • 11/02/2011
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Ao anunciarem a criação de uma empresa de afretamento marítimo, a Copersucar e o grupo árabe Jamal Al-Ghurair (JAG) não contaram do etanol a metade. A montagem da Copa Shipping Company Limited é apenas a ponta do iceberg de um projeto maior, que pode ser dividido em duas etapas. O próximo passo, já em negociação, é a formação de uma joint venture voltada ao refino e comercialização de açúcar e a  estocagem e venda de etanol no Oriente Médio, China, andia, Paquistão e Norte da africa. O controle será repartido fifty to fifty. A associação marcará a maior investida comercial da Copersucar no exterior ? a empresa tem estado muito restrita a  venda de açúcar refinado para países árabes. No entanto, mais do que alterar as fronteiras comerciais, o acordo deverá ter impacto sobre as fronteiras societárias da cooperativa. Os árabes enxergam a parceria como uma cabeça de ponte para, em um segundo momento, uma associação direta com a própria Copersucar, que envolveria não apenas as partes comercial e logística, mas todas as usinas de álcool e açúcar da empresa. O negócio se daria por meio da Al Khallej Sugar, controlada pelo JAG. Com sede em Dubai, a empresa é a maior refinaria de açúcar do mundo e já tem um cordão umbilical com a cooperativa brasileira; é a principal compradora de açúcar da Copersucar no exterior. Trata-se de uma operação complexa, como tudo que envolve o controle societário na Copersucar. Qualquer proposta sobre associação levada ao Conselho de Administração da empresa costuma gerar a insatisfação dos usineiros, receosos em ter sua participação societária diluída com a entrada de um novo acionista na holding. Uma saída seria a criação de uma nova companhia, que ficaria embaixo da cooperativa. Esta empresa teria como acionistas a Copersucar e a Al Khallej. Desta forma, as usinas poderiam manter seu status quo, permanecendo com suas atuais fatias acionárias na cooperativa. A Copersucar não iria reinventar a roda. Este modelo já foi discutido entre os acionistas da empresa com vistas a um eventual IPO e conta com a aprovação de boa parte dos cooperativados. Em vez da abertura de capital, este formato poderia ser usado para a associação com os árabes. Como atrativo, os usineiros que formam a Copersucar passariam a ser sócios de um dos maiores produtores de açúcar do mundo.

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