Buscar
Acervo RR
O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, tem planos que não cabem no Centro velho da cidade. Burti acredita ter bala na agulha para transformar a recém-criada Boa Vista na maior empresa de análise de crédito do país, a frente de rivais peso pesados como a Serasa/ Experian e a Equifax. Pretensões a parte, dois meses após sua inauguração, os sócios da Boa Vista já estudam formas de capitalizar a companhia. Há duas hipóteses sobre a mesa: a chegada de um novo fundo de investimento, que se juntaria ao TMG Capital, dono de 25% das ações, ou a abertura de capital em bolsa. Esta segunda hipótese vem ganhando força dentro da ACSP. Estudos preliminares indicam que a Boa Vista hoje vale em torno de R$ 900 milhões, mas tem potencial para chegar a marca de R$ 1,5 bilhão em poucos meses. Para efeito de cálculo, ressalte- se que o TMG pagou cerca de R$ 220 milhões para ficar com um quarto do capital. No caso de IPO, a Boa Vista teria a franquia de ser a primeira empresa do setor com ações negociadas na BM&F Bovespa. Na ótica da ACSP e da TMG, atrativos para os investidores não faltam. A companhia nasceu deitada em um colchão de ouro. Incorporou todos os dados e a gestão Serviço de Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial de São Paulo. São mais de 130 milhões de pessoas físicas e jurídicas cadastradas. Por mês, cerca de 145 milhões de transações comerciais passam pelo crivo da SCPC
Todos os direitos reservados 1966-2026.