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Acervo RR
Os tropeços do Proinfa e a falta de um marco regulatório parecem ter virado apenas um detalhe. O Brasil está se tornando ponto de encontro de grandes grupos internacionais do segmento de energia eólica. A exemplo da GE Wind ? ver RR ? Negócios & Finanças edição nº 4.035 ?, a norteamericana ContourGlobal promete bafejar um tufão de dólares no Brasil. Seu projeto passa pela construção de 12 parques eólicos ao longo dos próximos dois anos. Cinco dos empreendimentos ficarão no Rio Grande do Norte. Os outros sete serão divididos entre Ceará e Alagoas. O investimento total será superior a R$ 1,5 bilhão. Caso todos os projetos saiam do papel, a Contour- Global se tornará a maior geradora eólica do país. No entanto, a fonte do RR, que acompanha com lupa cada milímetro da estratégia da empresa, garante que a construção dos parques próprios é apenas o aquecimento. Os norte-americanos querem comprar uma companhia com projetos já em andamento no país. Todos os caminhos levam na direção da Renova Energia, dona de 14 parques eólicos e atual líder deste mercado. A compra da Renova Energia, controlada pela RR Participações, colocaria a ContourGlobal em um patamar difícil de ser alcançado por outros grupos neste segmento. Somando-se os projetos próprios e os parques da empresa nacional, os norte-americanos responderiam por quase 40% da geração eólica no país. Por trás da ContourGlobal está um investidor que conhece bem o mercado brasileiro. O principal sócio da empresa é o norte-americano Joseph Brandt, ex-vicepresidente executivo da AES Corp. Brandt acompanhou de perto todas as negociações para o desembarque da AES no Brasil. A ContourGlobal está de olho também na compra de licenças para a construção de usinas eólicas arrematadas no último leilão da Aneel, realizado no fim do ano passado. Os norte-americanos já têm em seu radar investidores de menor porte que participaram da licitação e estão encontrando dificuldades para obter crédito e construir as geradoras.
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