Banco Marfrig está prestes a sair do forno - Relatório Reservado

Acervo RR

Banco Marfrig está prestes a sair do forno

  • 12/01/2011
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Marcos Molina, dono do Marfrig, vai virar banqueiro. O frigorífico pretende criar uma instituição financeira própria. Guardadas as devidas proporções, o objetivo do empresário é seguir os passos do Banco JBS, vinculado ao seu maior concorrente na área de bovinos, o Grupo JBS. O pilar do ?Banco Marfrig? será o empréstimo de recursos para a cadeia de fornecedores do grupo, de pecuaristas a fabricantes de embalagens. Esta, no entanto, será apenas a primeira colheita. O objetivo de Marcos Molina é que o banco extrapole as fronteiras do grupo e passe a ser um financiador de projetos no setor agropecuário ? desde a produção de gado até a aquisição de propriedades rurais. A partir daí, o céu é o limite. Entre outros projetos, Molina vislumbra a possibilidade de aproveitar o peso do Marfrig no setor para oferecer empréstimos pessoais para agricultores e pecuaristas, funcionários de empresas associadas e seus próprios empregados. Procurado pelo RR – Negócios & Finanças, o Marfrig negou a criação de um banco próprio. No entanto, segundo uma alta fonte do Banco Central ouvida pelo RR, a empresa já entrou com o pedido de carta-patente junto a  autoridade monetária Nos últimos dois anos, por conta da estiagem de crédito no setor agropecuário, notadamente após a crise de 2008, o Marfrig se viu obrigado a interceder para evitar um impacto maior no financiamento a seus fornecedores. Passou a atuar como uma espécie de avalista na concessão de empréstimos, notadamente aos criadores de gado. Em uma das operações mais recentes, fechadas em outubro do ano passado, o Banrisul fez um acordo com o frigorífico para disponibilizar R$ 65 milhões a quase 400 produtores gaúchos. A criação do ?Banco Marfrig? permitirá ao grupo oferecer recursos do próprio caixa e a risco baixo, uma vez que o próprio fornecimento de matéria-prima servirá como garantia. Paralelamente aos preparativos para desembarcar no setor financeiro, o Marfrig acelera seus planos de expansão industrial. Nos últimos 12 meses, a participação da companhia no total de abates de bovinos no país cresceu de 7% para 15%. A intenção de Marcos Molina é chegar a 20% até o fim do ano. O objetivo é atingir a marca de um milhão de cabeças abatidas por trimestre até dezembro. Nos últimos três meses do ano passado, o Marfrig abateu pouco mais de 760 mil cabeças. .

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