GE Wind Energy sopra seus dólares para o Brasil - Relatório Reservado

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GE Wind Energy sopra seus dólares para o Brasil

  • 4/01/2011
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Um grupo de executivos da GE vai desembarcar nos próximos dias no Brasil. Bons ventos os trazem, e não é mera força de expressão. A subsidiária brasileira vai subir alguns degraus nos negócios mundiais da GE Wind Energy, braço de energia eólica do grupo norte-americano. O upgrade envolve o aumento da produção de equipamentos no país e a entrada do grupo como investidor em projetos de energia eólica. Ao lado da China, o Brasil receberá a maior parte dos recursos que serão desembolsados neste ano. A fatia deverá chegar a US$ 200 milhões, aproximadamente 20% do investimento global. A decisão está diretamente associada a  nova estratégia mundial da GE Wind Energy, que provocou deslocamentos no grau de importância dos principais mercados da empresa. Os maiores perdedores serão a Europa e os Estados Unidos, regiões nos quais os investimentos em energia eólica desaceleraram nos últimos anos. O principal investimento previsto pela GE para 2011 é a ampliação da sua fábrica de equipamentos eólicos em Campinas. A meta é que em até dois anos a unidade industrial atenda integralmente a todos os pedidos no país. Hoje, a GE Wind Energy tem em carteira encomendas que somam o equivalente a mil megawatts. Com as novas usinas que começarão a sair do chão, os norte-americanos estimam a duplicação do volume de pedidos até 2013. A GE pretende ainda se associar a investidores do setor para a implantação de parques eólicos. Nos planos, a compra de até 30% do capital. Aos olhos da companhia, a presença acionária funcionará como uma cabeça-de-ponte para a venda de equipamentos. Não deixa de ser curioso o status conferido pela GE ao Brasil, onde a expansão da matriz eólica ainda enfrenta óbices atávicos como a falta de um marco regulatório e os atrasos nos projetos tocados pelo próprio governo, leia-se o Proinfa. A GE, no entanto, enxerga o Brasil como um eldorado ainda a ser explorado para a venda de equipamentos. Entre outros fatores, guia-se pelos recentes leilões feitos pela Aneel. No último deles, em agosto, foram licitadas 20 usinas eólicas, empreendimentos que provocarão um aumento da demanda por equipamentos.

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