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Acervo RR
O empresário Francisco Ivens Dias Branco, dono do Grupo M. Dias Branco e nome tradicional da indústria de alimentos, vai invadir o latifúndio dominado pelos Ermírio de Moraes, Camargo Corrêa e outros menos votados. A fábrica de cimento que está construindo em Quixerê (CE) é apenas a ponta de lança de um projeto maior, que prevê a montagem de um colar industrial. De olho no boom da construção civil, Dias Branco estuda instalar outras quatro fábricas nos próximos cinco anos. Duas destas unidades industriais deverão ficar no Sudeste, uma delas em São Paulo. O embate com os Ermírio de Moraes, comandantes do mercado paulista, será inevitável. A meta é chegar a uma produção em torno de quatro milhões de toneladas ao ano até 2016 a primeira fábrica, no Ceará, terá capacidade para um milhão de toneladas. Será um número ainda modesto em relação aos quatro grandes produtores nacionais Votorantim, Camargo Corrêa, Lafarge e João Santos todos com produção anual acima de sete milhões de toneladas. Mas será o suficiente para a Dias Branco ultrapassar uma série de indústrias regionais que respondem por um naco importante do mercado, sobretudo no Nordeste, sede do grupo e região que ainda deverá receber mais duas fábricas. No total, os investimentos deverão passar de R$ 1,2 bilhão. Só na fábrica cearense, Francisco Dias Branco vai aportar mais de R$ 300 milhões. O mais provável é que o empresário se una a outros investidores para a construção das demais fábricas, replicando o modelo adotado no Ceará, onde tem a seu lado o ex-controlador da Cimento Davi, Juscelino Sarkis.
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