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Acervo RR
O Ministério da Saúde tornou-se alvo de um crescente número de ações judiciais movidas por portadores do vírus da AIDS. O motivo é a demora na inclusão do medicamento Maraviroque na lista de drogas antirretrovirais oferecidas pelo Sistema ašnico de Saúde (SUS) aos doentes infectados. A expectativa era que a decisão saísse ainda neste ano, mas a análise acabou postergada para 2011. Até lá, os pacientes do programa governamental DST/AIDS dependentes do Maraviroque que recorram a Justiça para ter acesso ao medicamento. A recomendação é do próprio ministério, mais precisamente do infectologista Ronaldo Hallal, do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Procurado pelo RR ? Negócios & Finanças, Hallal afirmou que ?recorrer a Justiça é um direito destes cidadãos?. Nem mesmo um documento assinado no início de dezembro por 127 notórios infectologistas pedindo a inclusão da droga ao Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais ? instância que habilita a incorporação e compra de medicamentos, e da qual fazem parte alguns dos signatários ? sensibilizou o governo. A recusa do Ministério da Saúde se respalda em argumentação técnica. Ronaldo Hallal informou ao RR – Negócios & Finanças que ainda não existe teste clínico no país para avaliar a reação dos portadores do vírus da AIDS ao Maraviroque. Há controvérsias. O renomado Instituto Adolfo Lutz, a Universidade de São Paulo e outros laboratórios privados há tempos já disponibilizam o teste para utilização do Maraviroque nas principais capitais brasileiras.
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