Hypermarcas se pendura nas franjas das classes C e D - Relatório Reservado

Acervo RR

Hypermarcas se pendura nas franjas das classes C e D

  • 16/12/2010
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João Alves de Queiroz Filho, o Junior, não sossega. Em meio a uma intensa temporada de aquisições no setor farmacêutico, a Hypermarcas volta sua metralhadora para a indústria de cosméticos. Está negociando a compra da Embelleze, fabricante de produtos de beleza com sede em Nova Iguaçu (RJ). Controlada pelo ex-deputado federal Itamar Serpa, a empresa fatura cerca de R$ 150 milhões por ano. A Hypermarcas olha para a Embelleze mirando as classes C e D, que apresentam taxas cada vez maiores no consumo de cosméticos. Procurada pelo RR – Negócios & Finanças, a Hypermarcas não quis comentar a informação. A Embelleze, por sua vez, negou qualquer negociação. A Embelleze é um bom-bocado cobiçado pelas grandes do setor. Graças a uma ampla linha de produtos populares, especialmente tinturas para cabelo, tornou-se uma pedra no sapato dos concorrentes. Entre outras medidas, montou uma ampla rede de vendedores, no melhor estilo “pastinha”, determinante para o aumento de market share obtido nos últimos anos. De 2007 para cá, a empresa duplicou seu faturamento, roubando fatia de mercado de grupos muito mais parrudos, a começar pela própria Hypermarcas. A última investida de maior peso da Hypermarcas no setor de cosméticos foi a compra da Niasi. Lá se vão dois anos. Desde então, o mercado cresceu cerca de 10% ao ano. Hoje, o Brasil está atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão na venda de produtos de beleza, movimentando por ano cerca de R$ 25 bilhões. Impulsionada por estes números, a Hypermarcas promete abrir o cofre para comprar concorrentes e aumentar seu portfólio. Com a consolidação do setor, deve dar prioridade a  aquisição de fabricantes de médio porte ou de perfil regional. Recursos não faltam. A companhia tem em caixa mais de R$ 1,5 bilhão.

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