Ceitec atrai o segundo grupo da indústra de chips - Relatório Reservado

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Ceitec atrai o segundo grupo da indústra de chips

  • 14/12/2010
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Enquanto a instalação de uma grande fábrica de chips no Brasil não sai do campo dos sonhos, o governo vai se contentando com projetos do segundo grupo. A Ceitec, empresa federal criada com o objetivo de impulsionar a indústria nacional de semicondutores, está em negociação com dois fabricantes asiáticos dispostos a se instalar no país. Um deles seria a Nanya Technology, com sede em Taiwan. Mas que ninguém pense em um Vale do Silício tupiniquim. O projeto passa pela montagem de duas fábricas voltadas exclusivamente ao corte de pranchas de wafer, que seriam importadas da asia o produto final conhecido como chip é um recorte desta prancha. Ou seja: o Brasil receberia apenas uma etapa final e pouco sofisticada do processo de fabricação de semicondutores. É o que dá para o momento. Um projeto como este dificilmente passa dos US$ 200 milhões de investimento. Uma linha de produção de chips exige, nas estimativas mais conservadoras, quase US$ 2 bilhões. O objetivo da Ceitec é costurar a associação destes dois fabricantes asiáticos com investidores brasileiros. Trata-se do mesmo modelo adotado para a criação da HT Micron. Joint venture entre a sul-coreana Hana Micron e a gaúcha Altus, a empresa está construindo uma fábrica de memórias de computador em São Leopoldo (RS). O projeto prevê a possibilidade de montagem de chips em um segundo momento.

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