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Acervo RR
Enquanto Nestlé, Lacta/ Kraft Foods e Hersheys duelam por cada caloria de market share na venda de chocolates no Brasil, há uma outra disputa cada vez mais acirrada longe das gôndolas dos supermercados. Seus protagonistas são a suíça Barry Callebaut e a belga Puratos, as duas principais fornecedoras de chocolate bruto para a indústria nacional. Maior empresa do setor no mundo, a Barry Callebaut vem apostando seu cacau no crescimento orgânico. A empresa – que, em maio, inaugurou uma fábrica em Extrema (MG), com capacidade para 20 mil toneladas ao ano – vai construir uma segunda planta industrial no país, desta vez no Nordeste. O novo complexo terá capacidade para dez mil toneladas/ano. O investimento somado nas duas fábricas será de R$ 50 milhões. A Barry Callebaut já iniciou as negociações com plantadores de cacau na Bahia para garantir o suprimento da nova fábrica. A Puratos, por sua vez, resolveu seguir um caminho diferente. Está vasculhando o mercado em busca de aquisições. Comprou a Floresta do Rio Doce, produtora de chocolate bruto com sede em Linhares (ES). Há outras duas empresas na mira dos belgas, ambas também na Região Sudeste. O problema da Puratos é que as fábricas nacionais têm capacidade reduzida. A Floresta do Rio Doce, por exemplo, produz apenas 2,5 mil toneladas por ano. A disputa entre suíços e belgas reflete a crescente importância do mercado brasileiro na operação mundial dos dois grupos. A subsidiária já responde por cerca de 15% do faturamento global da Puratos. No caso da Barry Callebaut, esta participação é ainda maior, em torno de 20%.
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