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Acervo RR
A Mangels, que não costuma figurar no jet set do pregão da Bovespa, tem chamado a atenção de investidores e analistas mais argutos. Nas últimas semanas, as ordens de compra de ações da fabricante de autopeças ganharam uma velocidade acima do normal. Que o diga a Máxima Asset Management, que, após sucessivas aquisições, chegou a uma participação de quase 16% das preferenciais a companhia não tem ONs negociadas em Bolsa. Desde outubro, a alta acumulada é de 12%. Se a base de comparação for esticada até setembro, a valorização beira os 40%. O desempenho da ação tem causado um tiroteio de especulações para todos os gostos, bem ao feitio dos crupiês do cassino da Bolsa de Valores. Há informações de que a Mangels estaria negociando uma parceria com um grupo internacional. Outros parecem se guiar por uma visão de longuíssimo prazo, apostando que a companhia deverá anunciar um dos maiores programas de investimento dos últimos anos. Seria um reforço no plano estratégico para o período 2010-2014, originalmente orçado em R$ 380 milhões. Curiosamente, a Mangels, uma das maiores fabricantes de rodas da América Latina, vem de uma temporada de resultados abaixo do esperado. No terceiro trimestre, teve um lucro líquido de R$ 16,2 milhões, 24% inferior ao registrado em igual período em 2009. No acumulado do ano, a queda da lucratividade chega a 65%.
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