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Acervo RR
A argentina Cresud está armando o bote sobre o controle da BrasilAgro, uma das maiores proprietárias de terras agrícolas no país. Dono de 40% do capital, o grupo tem se esgueirado entre os demais acionistas com o intuito de ganhar terreno na composição societária da empresa. Os argentinos miram na participação dos dois principais minoritários, o JP Morgan Whitefrias e o Credit Suisse Hedging-Griffo Verde, que, juntos, detêm mais de 18% do capital. Jogam a rede também sobre outros investidores, com fatias mais miúdas. O objetivo da Cresud é fechar o cerco sobre a participação do empresário Elie Horn, dono da Cyrela e um dos fundadores da BrasilAgro. Não obstante ter hoje apenas 6% do capital, Horn é um personagem influente na empresa. Desfruta de notório poder entre diretores, conselheiros e os demais acionistas. Um exemplo da sua força na companhia foi o contrato que a Paraná Consultoria manteve com a BrasilAgro até julho deste ano, que lhe rendia quase R$ 6 milhões ao ano. A Paraná pertence ao próprio Horn e a Tarpon Investimentos, que também era acionista da BrasilAgro. Ao limpar o terreno e assumir o controle da BrasilAgro, a Cresud teria o caminho aberto para semear o seu principal projeto no país. Os argentinos vislumbram a possibilidade de promover a fusão da companhia com outra grande empresa do setor e, a partir daí, criar uma ampla carteira de participações no agronegócio brasileiro. A Cresud já chegou a manter conversações com a Sollus, empresa de investimentos agrícolas controlada pelo empresário argentino Gustavo Grobocopatel e pelo fundo Vinci Partners ver RR Negócios & Finanças nº 3.911.
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