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Acervo RR
Mesmo sem ter feito ainda uma proposta firme, está novamente nos planos da Arcor negociar a compra da metade que pertence a Danone na joint venture que produz e comercializa biscoitos no âmbito do Mercosul. Diferentemente de movimentos feitos anteriormente, há agora um clima favorável ao acordo. A Danone está sendo forçada pela matriz a concentrar seus investimentos em lácteos, água e complementos alimentares. A Arcor, por sua vez, precisa de um sócio com mais disposição de investir na ampliação da capacidade de produção de biscoitos, incluindo a construção de mais duas fábricas, uma em Recife e outra em local ainda não definido da Região Norte ou Centro-Oeste. As unidades se juntarão a s plantas instaladas em Contagem (MG) e Campinas (SP). Não é de hoje que a Arcor tem interesse em ficar sozinha na operação. Após seis anos de parceria, o grupo argentino acredita que a joint venture já teria cumprido o objetivo principal, que é oferecer estrutura industrial e marcas fortes no país. Antes do acordo, a atuação da Arcor estava restrita a produção de confeitos (balas e chicletes) e chocolates (panetones). Sem a Danone, a companhia estará livre também para ampliar o portfólio de produtos, instalar novos centros de distribuição e aumentar a capacidade de endividamento da empresa. A Arcor pretende abrir o capital na Bovespa. A proposta sempre teve a oposição dos franceses, que sempre viram a joint venture como mais um negócio do grupo no Brasil.
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