Walmart dá um talho ainda mais fundo na própria carne - Relatório Reservado

Acervo RR

Walmart dá um talho ainda mais fundo na própria carne

  • 1/12/2010
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Promete ser efêmero o alívio que os executivos e demais funcionários do Walmart no Brasil sentiram com o anúncio da saída de Hector Nua±ez do comando da empresa. Ao contrário do que possa sugerir, a mudança não significará o fim da política de cortes que marcou a gestão de Nua±ez. O novo nº 1 da subsidiária, Marcos Samaha, assumiu o cargo com uma navalha ainda mais afiada. A meta de redução das despesas operacionais para os próximos 12 meses gira entre 10% e 15%. Este enxugamento deverá resultar em um aumento do lucro de até 5%, um índice considerável em se tratando de um setor de margens sempre tão achatadas. Para isso, Samaha terá de avançar mais algumas casas na razia promovida por Nua±ez ao longo dos últimos meses. Cabeças ficarão pelo caminho. Na visão dos norte-americanos, há espaços para novos cortes em cargos gerenciais. As nove bandeiras que compõem o Walmart no país ainda carregam uma dose de sobreposição vista como excessiva, notadamente na área comercial. Em outro front, vai sobrar também para os fornecedores. Nas últimas semanas, Samaha fez um tour entre os principais parceiros do grupo no Brasil, sinalizando um 2011 de duras negociações. Procurado pelo RR – Negócios & Finanças, o Walmart informou que “o processo de integração está em andamento, com foco em simplificação de processos administrativos”. A empresa, no entanto, negou novas demissões. A necessidade de acelerar o processo de redução dos custos foi um dos motivadores para a mudança do comando do Walmart no Brasil. Hector Nua±ez deixou o cargo no limite do limite do desgaste, tanto com o chamado “chão de loja” quanto com seus próprios pares na diretoria. Nos últimos meses, além da corrosão no relacionamento com os funcionários da subsidiária, Nua±ez entrou em um permanente estado de fricção com a matriz, que criou uma situação irreversível. A ponto de o executivo ter deixado o Walmart poucas semanas após seu afastamento da presidência da filial no Brasil. Marcos Samaha ainda tem sobre si a pressão de tocar a expansão do Walmart no Brasil. Noves foram eventuais aquisições, o plano de investimentos para 2011 será de aproximadamente R$ 2 bilhões, cifra similar a  desembolsada neste ano. O grupo pretende abrir cem lojas nos próximos 12 meses, ultrapassando a marca dos 550 estabelecimentos.

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