Embraer e Kawasaki voam para a reconciliação - Relatório Reservado

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Embraer e Kawasaki voam para a reconciliação

  • 29/11/2010
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Com a Embraer, o casamento pode ser em dose dupla. Ou mais. Que o diga a Kawasaki, que está perto de uma reconciliação com a fabricante de aeronaves. Para viabilizar o remake da parceria operacional desfeita em 2006, cada parte está disposta a ceder um pouco. A Kawasaki aceita desembolsar mais recursos para deslanchar o ponto principal do acordo: a construção de uma fábrica de equipamentos aeronáuticos para os segmentos civil e militar, notadamente asas de aviões. O projeto está orçado em aproximadamente US$ 200 milhões. Os japoneses trazem a reboque garantias de financiamento de um pool de bancos locais. Dispõem-se também a transferir tecnologia. O acordo é um upgrade em relação ao primeiro matrimônio entre a Embraer e a Kawasaki, focado exclusivamente na produção de asas na fábrica de Gavião Peixoto (SP). Desta vez, o arco do projeto é mais amplo. Entre outras vantagens, a Embraer terá um passaporte para a fabricação, inclusive, de sofisticados equipamentos de navegação. Em contrapartida, a Kawasaki quer garantir cadeira cativa em alguns dos principais contratos de venda de aeronaves da Embraer, notadamente para o próprio mercado asiático. Por uma geografia oblíqua, os japoneses entendem que a defesa do seu território exige uma escala em São José dos Campos. A Kawasaki está tomando uma surra no Oriente dos fabricantes chineses de equipamentos aeronáuticos.

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