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Acervo RR
Se depender do presidente Thomas Schmall, a Volkswagen do Brasil não será mais apenas uma montadora de veículos. Com o objetivo de atender a toda a demanda de energia elétrica do grupo no país e ainda comercializar o excedente, a companhia está iniciando este ano um inédito e ambicioso plano de construção e operação de quatro hidrelétricas em São Paulo. Hoje já se encontra em operação uma usina com capacidade de 22,68 megawatts/hora. A próxima a ser construída prevê 25,5 megawatts/hora com três turbinas. A localização da atual e da futura usina é o Rio Sapucaí. A previsão é que a segunda usina entre em operação em 2013. Em seguida, a cada dois anos entrará em funcionamento uma nova usina. No total, a Volkswagen terá em torno de 100 megawatts/hora com o seu parque gerador, o que representará um desembolso de R$ 600 milhões. A companhia vai reunir os ativos na Volkswagen Energia, que será criada no ano que vem e que terá no seu portfólio, além das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas eólicas e solares. A operação é a primeira de uma montadora no país e colocará a subsidiária do grupo alemão como centro mundial de referência na produção de energia limpa. Serão comercializados ainda os certificados de créditos de carbono gerados pela produção do quarteto de usinas. A Volkswagen não vai ficar sozinha nos negócios. Articula estender para as outras três usinas o acordo fechado com a Seband e a Pleuston para construção e operação da primeira usina, a PCH Anhanguera. Existe ainda negociação com um fundo de investimentos alemão, focado na compra de ativos que possam gerar créditos de carbono. Esse fundo deverá ter entre 15% e 20% do capital da Volkswagen Energia.
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