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Acervo RR
A expansão da Fnac no Brasil tornou-se um livro de páginas em branco. Entre os executivos da empresa no Brasil, há uma crescente preocupação com a postura da matriz. O grupo reduziu substancialmente os investimentos para a abertura de lojas e ações de marketing. O projeto de duplicação da rede em até dois anos foi para a gaveta hoje são nove pontos de venda no Brasil. O cenário atual reflete a mudança de estratégia e de humor da PPR, dona da Fnac. Os controladores do grupo francês têm dado sucessivos sinais de que a rede de livrarias está fora de seus planos e deverá ser vendida. Nada mais sintomática do que a recente visita ao Brasil do empresário François-Henri Pinault, principal acionista da PPR. Entre recepções nos Jardins e passeios de helicóptero pelo litoral do Rio, Pinault dedicou-se a cuidar dos planos de expansão da Gucci e da Puma no país. Deu total prioridade a encontros com empresários do mundo da moda. E a Fnac? A rede de livrarias ficou com as sobras da sua agenda. A PPR já deixou claro que pretende concentrar seus negócios no setor de vestuário e em artigos de luxo. Nesta nova estratégia, o cor te de investimentos atinge a operação mundial da Fnac como um todo. No entanto, países como o Brasil sofrem mais. A empresa entrou no mercado brasileiro há pouco mais de uma década. Neste período, abriu, em média, menos de uma loja por ano. Só agora ensaiava uma expansão em ritmo mais acelerado. Sem os novos investimentos, a empresa não terá escala suficiente para concorrer com as grandes livrarias. Por ora, a subsidiária está sem aportes e engessada. Procurada pelo RR – Negócios & Finanças, a Fnac informou que os planos de investimentos estão mantidos.
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