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Acervo RR
São sinuosos os caminhos que o executivo Roger Alm, desde o início do ano no comando da Volvo do Brasil, terá de percorrer. Um novo plano de investimentos o aguarda na próxima curva. Ao lado dele, um caminhão de cobranças da matriz, insatisfeita com o desempenho no mercado brasileiro. Recursos não faltam. A montadora vai investir US$ 200 milhões no país até o fim de 2011. O principal projeto será a ampliação da fábrica de Curitiba. Além do aporte, a subsidiária vai ganhar um upgrade na operação continental da montadora. Será fornecedora preferencial dos contratos assinados pelo grupo para a venda de caminhões a transportadoras de outros países da América Latina. O aumento das exportações, no entanto, é apenas um coadjuvante nesta história. O desafio mais árduo está nas mãos de Roger Alm: recuperar o terreno perdido pela Volvo no mercado brasileiro em alguns segmentos, no qual a empresa virou um ponto distante no retrovisor da concorrência. O próprio percurso da Volvo no Brasil tem sido serpenteante. Seu desempenho é tortuoso e marcado por algumas contradições. A subsidiária é uma das principais operações globais do grupo. No ano passado, alcançou o terceiro maior faturamento desde que iniciou a produção no país, em 1980 as vendas chegaram a R$ 3,2 bilhões. No entanto, esta performance perde muito do seu brilho quando a base de comparação deixa de ser a própria Volvo e passa a ser a concorrência. A montadora não tem conseguido se aproximar das big four do setor de veículos pesados Mercedes, Volkswagen, Ford e Scania. Ao mesmo tempo, tem que se preocupar em manter a quinta posição do ranking nacional. Não está fácil. A Volvo viu a distância para a sexta colocada, a Iveco, cair significativamente desde 2008, notadamente no segmento de caminhões semipesados. Os primeiros meses da gestão de Roger Alm não foram dos mais felizes. No acumulado do ano até junho, a subsidiária da Fiat vendeu 2.007 veículos semi-pesados contra 2.166 da Volvo. Esta é a menor diferença semestral dos últimos cinco anos. Nesse período, o market share da Iveco passou de 2% para 6%. A participação da Volvo ficou praticamente estagnada. Nesse ritmo, a própria montadora sueca teme que a ultrapassagem se consume em 2011.
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