Minuano quer sair de baixo da asa da BRF - Relatório Reservado

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Minuano quer sair de baixo da asa da BRF

  • 3/11/2010
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O acordo operacional com a Brasil Foods desperta reações antagônicas entre os empresários Sergio Jaeger e Paulo Vicente Sperb, controladores do frigorífico Minuano. Se, no passado, a parceria foi vital para que a empresa gaúcha suportasse períodos de estiagem financeira, hoje a relação é vista como um fator de paralisia. As amarras contratuais com a BRF estão engessando o planejamento estratégico do Minuano. O ponto principal é a venda de uma fatia minoritária do capital, preferencialmente para um fundo de investimento. Recentemente, executivos do frigorífico fizeram um road show em Nova York. Foram mais de 20 reuniões com gestores de recursos e bancos de investimento. Difícil que algum negócio saia antes de dezembro de 2012, quando expira o acordo com a BRF. Até lá, boa parte da produção do Minuano está comprometida com a dupla Sadia e Perdigão. O contrato prevê o abate e fornecimento obrigatório de 150 mil aves/dia. Ou seja: até 2012, o Minuano não dispõe de quase dois terços da sua produção, o que o impede de pedalar seu crescimento usando sua própria marca no setor de alimentos. Cálculos da própria companhia indicam que seu faturamento poderia triplicar em até dois anos com a expansão das fábricas e a venda de produtos com seu brand. O Minuano vive um momento bem diferente do cenário de 2002, quando entrou em concordata, processo que culminou no então salvador acordo com a BRF. Aos poucos, a empresa está retomando as atividades em suas plantas industriais. Entre 2003 e 2009, seu faturamento triplicou. Neste ano, a receita deve passar de R$ 140 milhões.

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