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Acervo RR
O toque de Midas da GP Investimentos deve estar com algum problema de mau contato. Como se não bastasse o alto endividamento da San Antonio, dada pelos seus próprios acionistas como um caso quase perdido, a Imbra ressurgiu como um fantasma no caminho da gestora de private equity. O pedido de falência da companhia _ vendida em junho para a Arbeit pelo valor simbólico de R$ 1 _ está respingando na GP. Clientes da empresa, que ficaram a deriva, sem atendimento dentário da noite para o dia, estão se mobilizando para entrar na Justiça não apenas contra os atuais acionistas, mas também contra a própria GP. Advogados de São Paulo contratados para o caso já costuram a criação de uma associação entre os clientes-órfãos da Imbra com o objetivo de aumentar seu poder de fogo jurídico. No total, a carteira da companhia tem pouco mais de 25 mil planos em todo o país. Em sua maioria, a Imbra presta serviços complexos e de maior gravidade, como transplantes dentários. A própria Arbeit, grupo empresarial paulista que adquiriu o controle da Imbra há apenas quatro meses, está jogando a batata quente na direção da GP. Ela alega que a gestora de private equity não depositou a segunda parcela do empréstimo acertado na operação de venda. Sem o novo aporte de R$ 20 milhões, a empresa de planos odontológicos ficou sem capital de giro para manter suas operações. Aos olhos dos atuais controladores, a GP teria ainda aumentando a carteira de clientes da Imbra nos últimos meses sem que a companhia tivesse condições financeiras suficientes para garantir a cobertura dos serviços prestados. O expediente aumentou os prejuízos no ano passado, as perdas somaram R$ 171 milhões. Com esta postura, a Arbeit tenta, na pior das hipóteses, arrumar um “sócio” para dividir a culpa no cartório. O próprio grupo está criando um cenário que induz os clientes da Imbra a voltar suas baterias na direção da GP, que acreditava já ter se livrado desta cárie. Com a palavra, a Justiça.
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