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Acervo RR
O projeto da Itambé de encabeçar a criação de uma grande indústria nacional de laticínios com receita anual de quase R$ 5 bilhões está mais para um queijo suíço. Após a deserção da Cooperativa Central Mineira de Laticínios (Cemil), agora é a paranaense Confepar que dá sinais de retirada da operação. O motivo é o mesmo: a empresa está insatisfeita com a fatia que lhe caberá na nova companhia. De acordo com o atual desenho, a Confepar ficará com algo próximo de 8% do capital. E olha que já foi pior. Quando a Cemil ainda estava no jogo, sua participação era de 6%. As ações que caberiam a empresa mineira foram repartidas proporcionalmente entre os demais candidatos a fusão além de Itambé e Confepar, a negociação engloba a Minas Leite e a Centroleite. Os associados da Confepar, uma das maiores cooperativas do setor na Região Sul, temem ficar reféns das decisões da Itambé, que, a princípio, terá quase 75% da nova holding. Em que pese seu baixo poder de barganha em relação a Itambé, os acionistas da Confepar vêm tentando obter o apoio da Minas Leite e da Centroleite para forçar uma mudança da divisão societária.
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