Impsa tira seu passaporte de empresa brasileira - Relatório Reservado

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Impsa tira seu passaporte de empresa brasileira

  • 22/10/2010
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A Impsa é uma empresa argentina com negócios no Brasil ou uma empresa brasileira com negócios na Argentina? Gradativamente, a família Pescarmona, sobrenome tradicional da indústria portenha, vem transferindo para o lado de cá da fronteira o centro de decisões de suas operações na área de energia. O novo capítulo desta migração passa pelo mercado de capitais. A família retomou os planos de abertura de capital da empresa na BM&F Bovespa. O projeto, inicialmente previsto para 2009, acabou eletrocutado pela crise mundial. As hipóteses sobre a mesa vão da emissão de ações de uma nova empresa ? uma espécie de subholding que englobaria todos os negócios da Impsa no mercado de energia na América Latina ? ao IPO da própria Venti, holding controladora do grupo, hoje sediada em Luxemburgo. A intenção de abrir o capital na Bolsa de São Paulo reflete a importância do Brasil vis-a -vis os negócios da Impsa em outros mercados latino-americanos, inclusive a própria Argentina. No ano passado, a subsidiária brasileira respondeu por cerca de 38% do faturamento global do grupo. Em 2010, este índice deverá se aproximar dos 50%. Com os novos projetos em curso, a expectativa dos argentinos é que, até 2013, o Brasil contribuirá com quase dois terços da receita. Hoje, boa parte das decisões estratégicas da Impsa na área de energia passa pelos três escritórios da empresa no país, localizados em São Paulo, Recife e Belo Horizonte. Todos os negócios no país são conduzidos diretamente por um dos acionistas controladores, Luis Pescarmona. O projeto de desembarque na BM&F Bovespa caminha lado ao lado ao aumento dos investimentos no Brasil. A companhia planeja construir mais uma fábrica de equipamentos elétricos, desta vez com foco no segmento hidrelétrico. Entre outros empreendimentos, os argentinos disputam um dos maiores contratos para o fornecimento de turbinas para Belo Monte. Outra grande aposta é a geração eólica. No ano passado, a Impsa instalou uma fábrica de equipamentos em Suape (PE). Paralelamente, por meio da subsidiária Energimp, vai erguer mais um parque eólico no Ceará, orçado em R$ 900 milhões. O grupo já é acionista de complexos do gênero no estado, além de um conjunto de geradoras ainda em fase de construção em Santa Catarina. No total, os argentinos deverão investir mais de US$ 1,2 bilhão em geração eólica no país até 2014.

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