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Acervo RR
A crise do setor, que jogou na recuperação judicial mais de dez companhias de médio e grande portes e acirrou a disputa com grupos internacionais, tem transformado a Copersucar em uma feira livre, com direito a ofertas de compra de todo tipo. Nada mais natural em tempos de ativos depreciados pela instabilidade dos preços do açúcar nos últimos três anos se não fosse por um pequeno detalhe: alguns ofertantes, caso sejam vitoriosos, retirarão as usinas do guarda-chuva da cooperativa de açúcar e álcool. O assunto tem esquentado tanto as conversas de bastidores entre os conselheiros da Copersucar que está novamente na ordem do dia a criação de uma sociedade anônima, com ações na Bovespa. A aposta é que a empresa não somente conseguirá arrecadar, pelo menos, R$ 4 bilhões com a venda de ações ordinárias a investidores como também, e principalmente, amarrará melhor o vínculo dos cooperados com a Copersucar. Na empresa de capital aberto, as usinas passariam a ser ativos da Copersucar e não apenas associadas, como acontece hoje. Para que uma usina saia, precisará vender sua participação e terá de respeitar o direito de preferência dos sócios. Sem contar que o padrão de governança mudará e deixará de lado o modelo cooperativista.
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