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Acervo RR
A fé de Edir Macedo está se esvaindo. Ao menos no que diz respeito aos planos de transformar a associação com o Banco Renner em trampolim para uma grande operação no setor financeiro, notadamente na área de crédito. Desentendimentos societários, atrasos nos principais projetos e a reduzida rentabilidade estariam minando a parceria entre o banco gaúcho e o Grupo Record, que comprou 40% da instituição há um ano. Com limitado poder de interferência na gestão do Renner, o grupo ainda não conseguiu levar adiante a sua maior empreitada: montar uma plataforma para a oferta de crédito aos milhares de fieis da Universal, usando a própria rede de igrejas como cabeça de ponte para a venda de produtos financeiros. Até o momento, o ponto máximo até onde a Record avançou foi a concessão de empréstimos para os funcionários das suas emissoras de TV e rádio. Ainda assim, a operação está longe da escala prevista para o primeiro ano de parceria com o banco. O principal motivo é a política de crédito mantida pelos controladores do banco gaúcho, vista pelos executivos da Record como exageradamente cautelosa e incompatível com o projeto do grupo para o setor financeiro. Deve-se adicionar também as limitações financeiras da instituição, dona de um patrimônio líquido de R$ 64 milhões. Por estas razões, Edir Macedo cansou da posição de coadjuvante. A Record estaria fazendo pressão sobre a família Renner para comprar o controle do banco, o que abriria espaço para um aporte de capital capaz de alavancar as operações de crédito. Procurado pelo RR – Negócios & Finanças, o Banco Renner esclareceu que “o Grupo Record participa da gestão” e ambos “estão juntos neste empreendi mento”. Informou ainda que, desde o início da associação, a “carteira de crédito aumentou em 25%, novos produtos foram criados e o banco abriu escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte.” A carteira de crédito do Renner no primeiro semestre somou R$ 235 milhões, 30% a mais do que em junho do ano passado. No entanto, o volume de empréstimos pessoais, menina dos olhos da Record, teve um crescimento modesto, inferior a 10%. É bem verdade que o consignado, no comparativo entre os dois semestres, passou de R$ 35 mil para quase R$ 20 milhões, um avanço expressivo, mas ainda abaixo do patamar idealizado pela Record. O grupo calcula que já no primeiro ano de sociedade poderia até quintuplicar este valor caso fosse possível oferecer uma escala maior de empréstimos a legião de seguidores da Universal.
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