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Acervo RR
A família Araújo dita o futuro do Mercantil do Brasil (BMB) ou é o Mercantil do Brasil que dita o futuro da família Araújo? O porvir do BMB está ligado a resolução deste dilema de Tostines do setor bancário. As desavenças familiares vêm postergando importantes definições dentro do banco, a começar pelo próprio destino societário da instituição. As belicosas relações entre dois dos acionistas praticamente paralisaram as conversas com o Santander, que nos últimos meses estaria negociando a compra do controle do BMB. Os protagonistas do imbróglio são Milton Araújo, presidente do BMB e maior acionista individual, e Sergio Araújo, sócio minoritário e filho de Vicente Araújo, um dos fundadores do banco. Sergio briga para participar da gestão e ter um quinhão maior nos resultados do BMB. O embate remete ao ano de 1999, quando o estatuto da instituição foi alterado de modo a permitir a criação de um Conselho Consultivo. Na prática, a medida ampliou o poder de Milton Araújo. Procurado pelo RR – Negócios & Finanças, o Mercantil negou qualquer negociação com o Santander. Informou ainda que as demandas societárias do acionista Sergio Araújo não têm impacto sobre a gestão do banco. O fato é que o embate entre os acionistas já teve ao menos um efeito paralisante na história recente do Mercantil do Brasil. No início deste ano, Sergio Araújo conseguiu suspender um aumento de capital de R$ 45 milhões. O BMB informou ao RR que posteriormente obteve ganho de causa e o aporte de capital foi efetuado. O episódio, no entanto, acirrou a disputa societária. Além de discordâncias em relação ao preço da ação, a justificativa do acionista minoritário é que a capitalização foi urdida com o objetivo de dizimar os minoritários. Mais uma vez, o duelo gira em torno da eventual venda do BMB. Na última linha, a diluição teria como finalidade tirar os minoritários do jogo, leia-se a partilha dos recursos amealhados com a negociação do controle.
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