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Acervo RR
É tudo ao mesmo tempo agora na CCR. De um lado, a maior concessionária de rodovias do país prepara-se para fazer uma curva em sua estratégia operacional; do outro, está prestes a recorrer, mais uma vez, a praça de pedágio do mercado de capitais. A companhia está formatando uma nova emissão de ações na Bovespa. O valor ofertado deverá girar entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões. A captação vai dar combustível a entrada da empresa em novos negócios, a começar pelo modal metroviário. A CCR costura um acordo com a Queiroz Galvão para ser sócia da linha 4 do metrô do Rio de Janeiro, que ligará Botafogo, na Zona Sul, a Barra da Tijuca, na Zona Oeste. As negociações envolvem a compra de até 30% do consórcio, além do posto de operadora da concessão. O trecho já está em construção, com inauguração prevista para 2015. O investimento total beira os R$ 2 bilhões. A negociação junta a fome de comprar com a vontade de vender. A Queiroz Galvão, que ganhou a licitação da linha 4 do metrô carioca, procura um sócio para dividir o risco e aumentar a possibilidade de captação de recursos. O desembarque na linha 4 do metrô do Rio deve ser visto como ponto de partida para a transformação da CCR em uma concessionária multimodal, com notórios ganhos de escala na compra de equipamentos e nos custos de manutenção, para não falar da possibilidade de integração dos serviços. A escolha da primeira estação não é aleatória e nem estanque. A partir da linha 4 do metrô, a CCR torna-se candidata natural a consolidar outras operações de transporte no Rio, mais precisamente a Supervia e a Barcas S/A. Esta inflexão estratégica está vinculada a reestruturação societária em curso na CCR. É resultado da posição ainda mais forte da Andrade Gutierrez e da Camargo Corrêa, principais artífices do plano de transformar a empresa em uma concessionária multimodal. O crescimento da dupla, por sua vez, é decorrente da saída da portuguesa Brisa. Recentemente, o grupo vendeu 6% das suas ações na CCR para os demais sócios, notadamente as duas empreiteiras. Nos próximos meses, vai se desfazer dos 10% do capital que ainda permanecem em suas mãos, também por meio de oferta aos outros acionistas.
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