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Acervo RR
A associação entre a Shree Renuka e os antigos acionistas da Equipav não dura mais uma safra. Pelo menos no que depender da vontade e do apetite financeiro dos indianos. Segundo informações filtradas do próprio grupo, a Shree Renuka estaria forçando a compra de parte ou até da totalidade das ações da usina sucroalcooleira ainda em poder das famílias Toledo, Tarallo e Vetorazzo, o equivalente a 49,3% do capital. O desejo de divórcio chama atenção pelo exíguo tempo de duração do casório. Os indianos adquiriram 50,7% das usinas da Equipav em junho deste ano. No entanto, bastaram três meses para surgirem diferenças que o grupo asiático considerariam de difícil conciliação. A principal delas estaria relacionada ao fôlego para novos investimentos. Além dos R$ 800 milhões que já pagou pela Equipav e pelas usinas da Vale do Ivaí, no Paraná, o grupo indiano tem mais R$ 2 bilhões para desembolsar em novas aquisições no Brasil. O ponto central é o modelo societário que a Shree Renuka pretende adotar no Brasil. De acordo com a fonte ouvida pelo – Negócios & Finanças, o grupo está decidido a transformar a Equipav em uma holding na qual vai pendurar todas as suas aquisições no Brasil, a começar pelas usinas do Vale do Ivaí. A escolha por este figurino é motivada pelas possibilidades de sinergia fiscal e de redução dos custos operacionais vislumbradas pelos indianos.
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