Sinochem investe fundo na Bacia de Campos - Relatório Reservado

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Sinochem investe fundo na Bacia de Campos

  • 27/09/2010
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Um triângulo sino-norueguês está se formando no Brasil para atuar na exploração e produção de petróleo. Seus vértices são as chinesas Sinochem, protagonista do enredo, e Cnooc e a nórdica Statoil. O ponto de partida para a associação é o bloco de Peregrino, na Bacia de Campos. A Sinochem, que em maio deste ano comprou dos noruegueses 40% do consórcio responsável pela operação, pretende assumir o controle do negócio. Está disposta a desembolsar até US$ 1,5 bilhão para ficar com mais 20% das ações. Neste redesenho, a Statoil permanecerá com 30% do consórcio e como operadora do bloco. A Cnooc terá os 10% restantes. O redesenho societário serve de proxy para um projeto ainda maior. O trio vai repetir a parceria nas licitações do pré-sal, mantendo as mesmas proporções de participação societária. Nem Statoil nem Cnooc chegam perto do fôlego financeiro da Sinochem, que pretende investir mais de US$ 7 bilhões em exploração e produção no Brasil, fora os US$ 3 bilhões já alocados na compra dos 40% do bloco de Peregrino. Enquanto os novos leilões do pré-sal não chegam, o bloco de Peregrino é a grande aposta da Sinochem, Statoil e Cnooc no Brasil. O início da produção está previsto para o primeiro trimestre de 2011. Em uma primeira etapa, vão ser extraídos 100 mil barris de petróleo por dia. A estimativa de reserva varia de 300 milhões a 600 milhões de barris. As cifras da operação são superlativas. A Statoil descarregou no bloco parcela expressiva dos US$ 5 bilhões que já investiu no Brasil boa parte deste montante já foi recuperada com a negociação da primeira tranche de ações para a Sinochem. A projeção é que ainda seja necessário um aporte de US$ 1,5 bilhão em Peregrino para que a exploração atinja seu ponto máximo. A Sinochem vai trazer a reboque o financiamento de bancos de fomento chineses. Para a estatal, o bloco de Peregrino será a sua maior base de exploração e produção de petróleo fora da asia. A aposta no Brasil é enorme. Em até cinco anos, o país deverá ser responsável por quase 30% do petróleo refinado pela companhia na China.

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