Viação 1001 sobe aos céus ao lado do Espírito Santo - Relatório Reservado

Acervo RR

Viação 1001 sobe aos céus ao lado do Espírito Santo

  • 22/09/2010
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Uma nova companhia aérea de cargas está prestes a decolar no Brasil. O piloto do projeto é a Viação 1001.A empresa traz a seu lado o Grupo Espírito Santo _ diga-se de passagem, uma simbiose curiosa, uma vez que os portugueses não têm qualquer negócio no setor de transportes. A nova empresa deverá iniciar suas operações em 2011, com uma frota composta por três aeronaves da Embraer. Vai fazer rotas entre cidades de médio e grande porte nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O desembolso previsto chega a R$ 300 milhões. A Viação 1001, leia-se o Grupo JCA, será a acionista majoritária com 70%. O restante do capital ficará nas mãos do Grupo Espírito Santo. Procurada pelo RR – Negócios & Finanças, a Viação 1001 não se pronunciou até o fechamento desta edição. Dono de empresas de transporte rodoviário, de agências de turismo e da Barcas S/A, que opera a concessão entre Rio e Niterói, o Grupo JCA ensaia há algum tempo o salto para o setor aéreo. No passado recente, entabulou conversas com fundos de investimento. A diversificação das operações é tratada pela família Antunes, dona da JCA, como uma questão de sobrevivência no longo prazo. A rentabilidade do transporte rodoviário de passageiros tem recuado ano a ano por conta da guerra de tarifas no setor e da concorrência mais estreita com as companhias aéreas. Há ainda a ameaça do trem-bala, um tiro na Viação 1001. Parte expressiva da receita da empresa está baseada na rota entre Rio e São Paulo. A família Antunes sabe melhor do que ninguém o risco que a espera nas próximas curvas. Vide o caso da Itapemirim, que montou uma empresa de transporte aéreo de carga e sucumbiu a  baixa rentabilidade do negócio. No entanto, os donos da Viação 1001 e o próprio Grupo Espírito Santo se agarram a  expectativa de forte expansão do setor. Projeções recentes da Anac indicam um crescimento na casa dos dois dígitos ao menos até 2020, o que consolidará o Brasil como um dos cinco maiores mercados do mundo.

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