Xerox recebe os bônus e os ônus da compra da ACS - Relatório Reservado

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Xerox recebe os bônus e os ônus da compra da ACS

  • 18/06/2010
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Yoram Levanon, presidente da Xerox no Brasil, recebeu boas-novas da matriz. E más notícias também. De um lado e de outro, tudo está relacionado a  compra mundial da Affiliated Computer Services (ACS), com sede nos Estados Unidos. A subsidiária brasileira será alçada ao status de quartel-geral para América Latina, africa e Oriente Médio. Com a promoção, receberá um investimento de aproximadamente US$ 150 milhões para o desenvolvimento de produtos, instalação de um laboratório de pesquisas e a ampliação do centro de produção e integração de processos para gestão de documentos ? área batizada de Xerox Connection Center. O principal objetivo da Xerox é partir na direção dos pesos-pesados do setor de gestão de documentos, notadamente a HP, uma das líderes de mercado no país. A parte boa da história termina aí. O cheque de US$ 150 milhões virá acompanhado de uma navalha e uma farta dose de cobranças. Levanon terá de fazer um drástico corte de pessoal no processo de integração entre as duas empresas. A estimativa é que a sobreposição de cargos chegue a um terço do atual quadro de funcionários da Affiliated Computer Services. O executivo terá ainda a missão de aumentar em 25% a receita da companhia no Brasil, já contabilizada a carteira de clientes da ACS. Ou seja: terá de perseguir a marca de US$ 1 bilhão. Em três anos de gestão, Levanon jamais conseguiu uma performance como esta. A compra mundial da ACS tem forte importância para a operação brasileira da Xerox. A incorporação da empresa é vista pelos norte-americanos como a possibilidade de a subsidiária apresentar um salto que não é visto desde os anos 90. Desde então, a companhia mergulhou em gradual processo de encolhimento de seus negócios no país e em um trabalho de reposicionamento de imagem que parece jamais chegar ao fim.

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