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Acervo RR
A dieta da Losango parece não ter fim. Apesar das insistentes declarações do presidente da financeira, Hilgo Gonçalves, de que o processo de redução da rede de atendimento foi concluído, os ingleses do HSBC ainda enxergam algumas gorduras localizadas que justificam mais sessões de lipoaspiração. Nos últimos dois anos, o número de lojas caiu de 300 para 160. Nas contas do banco, ainda seria necessário cortar aproximadamente 30 unidades para que a operação atinja seu ponto de equilíbrio neste ano. Os casos mais flagrantes de sobreposição, inclusive com as agências do próprio HSBC, concentram-se nas capitais do Sudeste. Nestas localidades, o bisturi promete ser mais afiado. Ao longo do tempo, a rede física da Losango acabou perdendo importância na estrutura do HSBC. As lojas da financeira não cumpriram, ao menos na proporção esperada, sua principal missão: captar clientes para o próprio banco. Ao mesmo tempo, não faz mais sentido manter uma operação tão dispendiosa que foi montada em outro cenário, quando os próprios bancos não tinham uma presença tão firme no crédito ao consumidor e dependiam da capilaridade de suas financeiras. A intenção do HSBCé privilegiar os acordos com redes varejistas dos mais diversos portes ? hoje, a Losango mantém parceria com mais de 20 mil estabelecimentos comerciais de vários segmentos.
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